Há um coração que bate acelerado
Não sabe o que é errado e o que é certo
Depende de outros - vida ou morte!
Amor ou indiferença!
Poderá tu culpar este minúsculo ser?
Que quer viver e puilsa em seu ventre?
Verá ele a luz do sol, a vida exuberante?O existir facinante?
O êxtase transcendental do respirar?
Decidiste pela minha vida
Porém nunca estiveste em mim e comigo
A não ser para me culpar.
Me dá a sentença final - Condenada!
Minha nostalgia infinita cresce
Não tens o poder de me condenar
Preciso conhecer os porões do meu desespero
O enígma da minha existência
Um véu negro cobre o meu coração
Preciso de me libertar de ti
Só não te perdoou porque não me dás ódio suficiente
Apesar de minha tristeza e desespero
Estarem fundadas em ti
Abalam-se as colunas da verdade
Não estou alegre nem triste
Sempre em transformação
Conhecerei em fim a verdade sobre mim
Me buscarei e me encontrarei
Lécia Souza em 07 de outubro de 2011

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